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Escolas municipais de Blumenau pioram desempenho no Ideb

As escolas da rede municipal de ensino de Blumenau pioraram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2019. Tanto nos anos iniciais quanto na parte final do Ensino Fundamental, as notas variaram para baixo em relação a 2017. É a primeira vez que há uma queda simultânea nas duas fases desde 2007, quando o sistema foi criado pelo Ministério da Educação (MEC). Nos anos finais, a cidade havia registrado uma queda de 0,1 entre 2011 e 2013 — veja gráfico abaixo.
Com o índice de 6,4 nos anos iniciais, Blumenau ficou abaixo da média estadual entre todas as escolas públicas (6,5), mas acima da nacional (5,9). Nos anos finais, as escolas municipais não alcançaram a meta mas superaram, com índice 5,2, tanto os resultados médios do Estado (5,1) quanto do país (4,9).

No comparativo com outros municípios, Blumenau ainda tem resultados melhores que os de Florianópolis, mas abaixo dos de Joinville. Nas duas maiores cidades do Estado também houve piora ou estagnação entre 2017 e 2019.
O Ideb é calculado com base em dois fatores: os índices de aprovação dos alunos e os resultados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) — exames aplicados entre os estudantes a cada dois anos.

Desta forma, se uma escola aprova estudantes sem o preparo suficiente, as notas nas provas que compõem o Ideb caem. O mesmo ocorre se houver reprovação em excesso, como uma estratégia de melhorar as notas artificialmente. O objetivo é que haja equilíbrio entre o fluxo dos estudantes nas séries e o desempenho escolar.
No caso de Blumenau, houve um leve aumento na reprovação em 2019 (de 0,66% para 0,7%). Mas, numa análise preliminar — os dados detalhados do governo federal ainda não estão disponíveis —, a Secretaria de Educação acredita que a piora nos resultados tenha relação com a migração de estudantes para a rede municipal.

No ano passado, houve 600 matrículas de alunos no meio do ano, vindos de outros estados, municípios e também de escolas privadas e estaduais da região. O número é considerado alto, semelhante ao da crise econômica de 2015.
— Precisamos aprimorar o que a gente já vinha fazendo, intensificar a formação de professores e o acompanhamento — avalia a secretária Patricia Lueders.

Nos próximos dias, a secretaria pretende avaliar os resultados de cada escola para definir o que fazer caso a caso.
Nas escolas blumenauenses que pertencem à rede estadual, os resultados também regrediram. Nos anos iniciais, o Ideb de 5,9 é o pior resultado desde 2009. Nos anos finais, é a segunda diminuição consecutiva da nota, que chegou a 4,5 — um ponto abaixo da meta.
O coordenador regional de Educação do Estado, Osvaldo da Silva Sobrinho, estava em reunião nesta manhã de quarta-feira (16) e disse que comentará os resultados à tarde.

No Ensino Médio estadual, que só tem dados das últimas duas edições do Ideb, houve queda de 3,9 (2017) para 3,8 (2019). A meta era 4,1. O Instituto Federal Catarinense (IFC), única escola federal de Blumenau, melhorou de 5,8 para 6,4 — meta de 6,0.
Entre as escolas privadas, não houve adesão das instituições blumenauenses ao Saeb. A participação é facultativa.

FONTE: NSCTOTAL

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