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Relaxante muscular: os riscos para os mais velhos

Uma investigação da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, soou um alerta sobre o abuso nos relaxantes musculares, comprimidos muito empregados no alívio das dores pelo corpo: a prescrição desses fármacos triplicou entre 2005 e 2016. Para piorar, indivíduos mais velhos foram os que mais receberam indicações para tomar esses medicamentos, quando as diretrizes pedem para evitar essa solução após os 60 anos.
“Ela está relacionada a sedação, tontura, boca seca, aumento de risco de quedas e confusão mental na população idosa”, lista o médico Diogo Barcellos, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Isso sem citar que a mistura com outros remédios tomados de rotina pode provocar interações imprevisíveis e indesejáveis. Portanto, antes de sair por aí recorrendo a um relaxante, é crucial buscar a orientação de um especialista.

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O que são
Como o próprio nome diz, os relaxantes servem para “acalmar” as fibras musculares que estão tensas e doloridas em alguma região específica do corpo.

Como funcionam
Além de agir nos músculos, o princípio ativo também atua no sistema nervoso, onde bloqueia a transmissão dos impulsos de dor, que seriam interpretados pelo cérebro.

Efeitos colaterais
Eles são relativamente seguros, mas é preciso tomar cuidado com o exagero após os 60. Por terem um efeito sedativo, provocam quedas com maior frequência.

Quando usar
São indicados em casos de dores moderadas, que não vão embora com outras terapias, como bolsas de água quente, alongamentos e analgésicos simples.

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Como evitar
Ter uma vida ativa e fazer exercícios adaptados à idade é uma ótima maneira de manter o peso, reforçar a musculatura e trabalhar as articulações de forma adequada.

Alívio imediato
Os comprimidos de venda livre na farmácia devem ser tomados em situações pontuais, quando as dores não são tão fortes ou aparecem de vez em quando.

Xi, complicou…
Se a dor não foi embora ou ficou mais intensa, é importante conversar com um médico. O mesmo vale para quando aparecem outros sintomas, como febre e manchas na pele.

Tratamento certo
O profissional de saúde fará uma avaliação completa e vai indicar qual a melhor saída, que muitas vezes inclui remédios, fisioterapia e atividades complementares.

FONTE: VEJA

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