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Quem é a mulher por trás da 1ª foto de buraco negro da história

O mundo inteiro parou nesta quarta-feira (10) para conferir a primeira foto de um buraco negro divulgada. Inédita, a imagem é um marco na história da ciência e comprovou uma teoria criada por Einstein há mais de 100 anos.
Não demorou para que, junto com a fotografia, se popularizasse também a imagem de uma jovem maravilhada com a descoberta e a informação de que ela estaria por trás do ocorrido. Mas, afinal, quem é ela?

Com apenas 29 anos, Katherine Bouman é dona de um brilhante currículo. Trabalhando como pesquisadora de pós-doutorado no Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, ela é responsável pela liderança de uma equipe de mais de 200 cientistas. Denominado “Event Horizon Telescope Collaboration”, esse time tinha o objetivo de coletar dados e analisar a captura de imagens de diversos telescópios espalhados pelo mundo, todos envolvidos na análise da estrutura do buraco negro.
Mas a relação de Katie com a descoberta data de muito antes. Em 2016, quando ainda era uma estudante de pós-graduação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ela desenvolveu o algoritmo necessário para captar as inúmeras imagens e também organizá-las. O que não foi tarefa fácil.

Mais de 3 milhões de vezes maior que a Terra, o buraco negro supermassivo tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro. Assim, para capturar e armazenar sua foto, foram necessárias pilhas de discos rígidos. A situação rendeu comparações com o episódio da ida ao homem à Lua, quando a cientista Margaret Hamilton escreveu um código de software crucial para o sucesso da missão. A própria conta do MIT entrou na brincadeira e compartilhou as fotos, lado a lado, de Katie com os HDs e Margaret e sua pilha de códigos.
“Esquerda: Katie Bouman, cientista de computação do MIT, com pilhas de HDs com os dados da imagem do buraco negro. Direita: Margaret Hamilton, cientista de computação do MIT, com o código que ela escreveu e que ajudou a levar o homem à lua.”



Katie, que também dá aulas e palestras sobre as possibilidades de observar fenômenos antes considerados impossíveis, postou uma foto sua no momento em que via pela primeira vez o resultado de seu trabalho. “Observando, incrédula, a primeira imagem que eu fiz de um buraco negro ser reconstruída”, escreveu ela na legenda. Menos de 24 horas depois, o clique já contava com mais de 30 mil compartilhamentos.
À CNN, a jovem cientista declarou o quanto o trabalho em equipe foi fundamental para o sucesso da empreitada. “Nenhum de nós poderia ter feito isso sozinho. Eu gostaria de encorajar todos vocês a saírem e ajudarem a ultrapassar os limites da ciência, mesmo que a princípio pareça tão misterioso para você quanto um buraco negro.”
Já em entrevista à Nature Video, ela afirmou que muito mais está por vir: “Este é apenas o começo. Os buracos negros podem nos dizer muito sobre nossas leis da física.”

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